Ferramenta grátis

Quanto cobrar de honorários advocatícios

Descubra o custo real da sua hora, o preço mínimo de cada caso e a faixa de honorário de êxito. Grátis, sem cadastro, e a conta acontece no seu navegador.

1

Quanto custa a sua hora

Antes de saber quanto cobrar, você precisa saber abaixo de quanto está trabalhando de graça.

R$

Aluguel, salários, softwares, contador, anuidade, energia.

R$

O que você precisa tirar. É decisão sua, não sobra do mês.

h

160h ≈ 8h por dia útil.

55%

Prospecção, proposta que não fecha, administração e estudo não entram na conta do cliente.

20%

Zero significa empatar. O que sobra acima do custo é o lucro.

Cobre pelo menos
R$ 272,73/hora
Custo da sua hora
R$ 227,27
Horas faturáveis/mês
88h
Faturamento mínimo/mês
R$ 20.000,00
A conta intuitiva erra aqui. Dividindo o custo por todas as 160h daria R$ 125,00/hora — mas só 88h viram fatura. O custo real da sua hora é R$ 227,27, cerca de 1,8× maior.
2

Quanto cobrar neste caso

Some as horas que o caso vai consumir. Se houver proveito econômico, veja também a faixa de êxito.

h

Some atendimento, peças, audiências, deslocamento e acompanhamento.

R$

Só para a faixa de êxito. Deixe vazio se o honorário for fixo.

Preço mínimo deste caso
R$ 5.454,55

20h × R$ 272,73

3

O piso ético da seccional

Cobrar abaixo da tabela da seccional onde o serviço é prestado é aviltamento — art. 48, § 6º do Código de Ética.

As tabelas seccionais são listas de mais de cem atos, cada um com seu valor — e nem todas usam a mesma unidade (o DF publica em URH, corrigida todo mês). Por isso mostramos apenas o que transcrevemos da fonte, e não uma estimativa com cara de tabela.

Transcrito da tabelaValores de 02/01/2026
1.1Consulta
R$ 539,25
4.1Procedimento ordinário: proposição ou defesaPercentual médio: 20%
R$ 6.256,51
6.1Divórcio judicial: a) consensual
R$ 7.820,64

Alguns itens da tabela, não ela inteira — o número à esquerda é o do item no documento oficial. Quando o item traz valor e percentual, a tabela define o valor como mínimo e o percentual como média. Ver a tabela completa da SP.

Os dois primeiros blocos são a sua própria aritmética, feita no seu navegador.

Os dois pisos: o que você não pode cobrar abaixo

Todo honorário tem dois pisos, e vale o mais alto dos dois. Quase toda angústia de precificação vem de olhar só um deles.

O piso ético é a tabela da seccional da OAB onde o serviço é prestado. Cobrar abaixo dele é aviltamento de honorários — o art. 48, § 6º do Código de Ética e Disciplina de 2015 manda observar o valor mínimo da tabela do Conselho Seccional onde o serviço é prestado, inclusive quanto a diligências. É piso, não teto: acima dele o valor é livremente negociado.

O piso econômico é quanto o caso custa ao seu escritório. Ele não está em tabela nenhuma, porque depende do seu aluguel, da sua equipe e do seu tempo — e é justamente o que a maioria nunca calculou. Um caso pode estar acima da tabela da OAB e ainda assim dar prejuízo.

Por que a conta da sua hora quase sempre dá errado

A conta intuitiva é dividir o custo do mês pelas horas trabalhadas. Ela está errada, e erra sempre para o mesmo lado: para baixo.

O motivo é que boa parte do seu mês não é faturável. Prospecção, reunião com cliente que não fechou, proposta recusada, administração do escritório, financeiro, estudo, deslocamento — nada disso entra na conta de ninguém. Dividir o custo por todas as horas espalha o custo por horas que não geram receita.

Um exemplo com números redondos. Custo fixo de R$ 12.000 mais retirada de R$ 8.000 dá R$ 20.000 por mês. Em 160 horas, a conta intuitiva dá R$ 125 por hora. Mas se apenas 55% das horas viram fatura, são 88 horas faturáveis — e o custo real da hora é R$ 227. Quem cobra R$ 150 acha que tem 20% de margem e está trabalhando no prejuízo.

É por isso que a calculadora acima começa pelo seu custo, e não pela tabela: o piso que costuma ser violado sem ninguém perceber é o econômico.

Tipos de honorários: contratual, sucumbencial e arbitrado

O honorário contratual é o pactuado entre advogado e cliente — pode ser fixo, por hora trabalhada ou por êxito (success fee, percentual sobre o proveito econômico). O honorário de sucumbência é o que a parte vencida paga ao advogado da parte vencedora (art. 85 do CPC), geralmente entre 10% e 20% sobre o valor da condenação ou da causa — na Justiça do Trabalho, de 5% a 15% (art. 791-A da CLT). O honorário arbitrado é fixado pelo juiz na falta de estipulação ou de acordo entre advogado e cliente (art. 22, § 2º, do Estatuto).

Como usar a calculadora

  1. Preencha o custo do mês: custo fixo do escritório e a sua retirada. Some tudo que sai todo mês, inclusive o que você costuma esquecer — contador, softwares, anuidade.
  2. Ajuste o aproveitamento: a fatia das suas horas que realmente vira fatura. Se nunca mediu, comece em 55% e observe uma semana antes de confiar no número.
  3. Defina a margem: zero significa empatar. O que passa disso é o lucro do escritório, e ele precisa existir.
  4. Estime as horas do caso: atendimento, peças, audiências, deslocamento e acompanhamento. O resultado é o preço que cobre o custo do escritório e ainda entrega a margem que você definiu. Com margem zero, é o ponto abaixo do qual o caso dá prejuízo.
  5. Confira o piso da seccional onde o serviço será prestado e cobre o maior entre os dois pisos.

Quanto custa cada tipo de caso nas tabelas da OAB

As tabelas seccionais são listas itemizadas de mais de cem atos — não uma grade de área por fase. Alguns valores de 2026, com o número do item:

  • OAB-SP — consulta (1.1): R$ 539,25; procedimento ordinário, proposição ou defesa (4.1): R$ 6.256,51, percentual médio de 20%; divórcio judicial consensual (6.1, a): R$ 7.820,64
  • OAB/AL — consulta cível (2.1.1): R$ 260,30; reclamação trabalhista (3.1.1): R$ 1.867,09, percentual médio de 20% a 30% sobre o proveito econômico bruto; divórcio consensual sem bens (2.2.10): R$ 4.668,91, percentual médio de 10% sobre eventual pensão ou proveito econômico

Quando o item traz valor e percentual, as duas tabelas definem o valor como mínimo e o percentual como média (recomendação 5 de cada uma). E nenhuma das duas é mais cara em tudo: SP é maior na consulta (R$ 539,25 contra R$ 260,30); AL, na reclamação trabalhista (R$ 1.867,09 no item 3.1.1, contra R$ 1.737,91 no item 8.1 da OAB-SP, patrocínio de reclamante). Os valores da OAB/AL, área por área, estão em Tabela de Honorários da OAB/AL 2026.

E as seccionais nem usam a mesma unidade: a OAB-SP e a OAB/AL publicam em reais, enquanto a OAB-DF publica em URH (Unidade Referencial de Honorários), corrigida mensalmente. É por isso que nenhuma calculadora consegue devolver “o mínimo da OAB” para as 27 seccionais com uma fórmula só — e por que esta aqui mostra apenas os valores que transcrevemos da fonte, dizendo quando não tem.

Cuidados ao fixar honorários

  • Formalize por escrito — o Código de Ética pede a contratação preferencialmente por escrito, com objeto, honorários, forma de pagamento, extensão do patrocínio e a hipótese de acordo (art. 48).
  • Especifique fases: indique se o valor cobre só a 1ª instância ou se inclui recursos e fase de execução.
  • Defina success fee em pontos percentuais claros — “20% sobre o proveito econômico líquido”, detalhando o que entra na base de cálculo.
  • Não prometa resultado na publicidade: o Provimento 205/2021 do Conselho Federal veda a menção à promessa de resultados (art. 6º) e a referência a valores de honorários como forma de captação (art. 3º, I).
  • Advocacia dativa — quando o advogado é indicado para patrocinar necessitado onde a Defensoria Pública não atua, os honorários são fixados pelo juiz segundo a tabela do Conselho Seccional e pagos pelo Estado (art. 22, § 1º, do Estatuto).

O que esta ferramenta sabe e o que não sabe

O custo da hora e o preço do caso são exatos: operam sobre os números que você digita, e a conta é feita no seu navegador. A faixa de êxito é uma referência nossa, sem fonte oficial — não é tabela da OAB.

O bloco 3 é parcial, e diz onde. Transcrevemos até agora itens das tabelas da OAB/AL e da OAB-SP, com o número de cada item. Para as demais seccionais a ferramenta informa que não transcreveu e oferece o link oficial quando o conferimos — em vez de exibir uma estimativa com aparência de valor oficial.

Essa distinção não é modéstia, é segurança. Uma versão anterior desta página estimava o piso por fórmula e o rotulava como “tabela oficial”. Para procedimento ordinário cível em SP, a fórmula dava R$ 4.480 quando a tabela diz R$ 6.256,51 — quem confiasse cobraria 28% abaixo do piso e cometeria aviltamento sem saber. Um número inventado com selo de oficial é pior que nenhum número.

A mesma regra vale para nós: em setembro de 2026, ao reconferir a tabela publicada da OAB-SP, não localizamos um dos itens que exibíamos (“atendimento verbal”, R$ 194,18). Ele saiu, e entrou a consulta, que está no documento.

Perguntas frequentes

Quanto cobrar de honorários advocatícios?

O preço mínimo tem dois pisos, e você precisa respeitar o mais alto dos dois. O piso econômico é o que o caso custa ao seu escritório: some custo fixo mensal e sua retirada, divida pelas horas FATURÁVEIS do mês (não pelas horas trabalhadas) e multiplique pelas horas que o caso vai consumir. O piso ético é o valor do ato na tabela da seccional da OAB onde o serviço é prestado. Cobrar abaixo do piso ético é aviltamento de honorários, infração do art. 48, § 6º do Código de Ética e Disciplina de 2015.

Como calcular o valor da hora do advogado?

Custo fixo mensal mais retirada, dividido pelas horas faturáveis do mês, mais a margem desejada. O erro comum é dividir pelas horas trabalhadas: prospecção, propostas que não fecham, administração e estudo não são faturáveis. Não há número oficial para a fatia faturável. A calculadora parte de 55%, um ponto de partida conservador que você deve trocar pelo seu: se só 55% das horas viram fatura, dividir o custo por 100% delas subestima o custo da hora em quase a metade.

Qual o valor mínimo da tabela de honorários da OAB-SP em 2026?

Depende do ato: a tabela da OAB-SP é uma lista itemizada de mais de cem atividades. Três exemplos de 2026: consulta, R$ 539,25 (item 1.1); procedimento ordinário, proposição ou defesa, R$ 6.256,51, com percentual médio de 20% (item 4.1); divórcio judicial consensual, R$ 7.820,64 (item 6.1, a). A tabela completa está no PDF publicado pela OAB-SP.

Qual o valor mínimo da tabela de honorários da OAB/AL em 2026?

Também depende do ato: a tabela da OAB/AL 2026 tem 1.069 itens, em reais, e foi oficializada pela Resolução nº 004/2026/OAB/AL. Exemplos: consulta cível, R$ 260,30 (item 2.1.1); reclamação trabalhista, R$ 1.867,09, com percentual médio de 20% a 30% sobre o proveito econômico bruto (item 3.1.1); divórcio consensual sem bens, R$ 4.668,91, com percentual médio de 10% sobre eventual pensão ou proveito econômico (item 2.2.10); inventário, R$ 7.099,20, com percentual médio de 10% sobre o monte partilhável ou o quinhão do cliente (item 2.3.1). Quando o item traz valor e percentual, a própria tabela define o valor como mínimo e o percentual como média de mercado (recomendação 5). Os valores são atualizados todo ano a partir de 1º de abril, pelo INPC ou por outro índice aprovado pelo Conselho Seccional.

Posso cobrar abaixo do mínimo da tabela da OAB?

Em regra, não. O art. 48, § 6º do Código de Ética e Disciplina de 2015 determina que o advogado observe o valor mínimo da tabela do Conselho Seccional onde o serviço é prestado, inclusive quanto a diligências, sob pena de caracterizar aviltamento de honorários — infração disciplinar. A exceção é a advocacia pro bono, gratuita, eventual e voluntária, nas hipóteses do art. 30 do mesmo Código. A tabela é piso, não teto: acima dela o valor é livremente negociado.

Quanto se cobra de honorário de êxito?

Não existe tabela nacional de êxito. As tabelas da OAB/AL e da OAB-SP trazem percentuais por ato e os definem como média (recomendação 5 de cada uma) — na da OAB/AL 2026, por exemplo, 20% a 30% na reclamação trabalhista (3.1.1), 30% na concessão de benefício previdenciário (3.2.17) e 30% a 50% na indenização por vício ou fato no consumidor (2.4.9). A faixa por fase que a calculadora mostra (10% a 20% no extrajudicial, 15% a 25% na 1ª instância, 18% a 28% na 2ª instância e 20% a 30% nos tribunais superiores) é uma referência nossa, sem fonte oficial. Outras seccionais podem tratar o percentual de outro jeito, inclusive como mínimo: confira o item na tabela da seccional onde o serviço será prestado. No contrato de êxito, o art. 50 do Código de Ética determina que os honorários, somados aos de sucumbência, não superem as vantagens obtidas pelo cliente.

Esta calculadora usa a tabela oficial da OAB?

Parcialmente, e ela diz exatamente onde. Os cálculos de custo da hora e preço do caso são feitos com os números que você digita, no seu navegador. Para o piso ético, mostramos apenas valores transcritos de tabela oficial — hoje, itens das tabelas da OAB/AL e da OAB-SP, com o número de cada item — e o link do documento. Para as seccionais que ainda não transcrevemos, a ferramenta informa isso e não exibe estimativa com aparência de valor oficial.

Qual a diferença entre honorário contratual, sucumbencial e arbitrado?

O contratual é o pactuado entre advogado e cliente, podendo ser fixo, por hora ou por êxito. O sucumbencial é pago pela parte vencida ao advogado da vencedora, fixado pelo juiz, em regra, entre 10% e 20% (art. 85, § 2º, do CPC; há faixas próprias quando a Fazenda Pública é parte e fixação por equidade nos casos do § 8º — na Justiça do Trabalho, de 5% a 15%, pelo art. 791-A da CLT), e pertence ao advogado. O arbitrado é o fixado judicialmente na falta de estipulação ou de acordo entre advogado e cliente, conforme o art. 22, § 2º do Estatuto da Advocacia.

Do cálculo ao contrato

No NOUS Legal, o valor que você fechou vira contrato: o sistema gera o contrato de honorários — fixo, de êxito ou misto — preenchido com os dados do escritório e do cliente, em PDF ou Word. O valor e o percentual você mesmo define. Depois, você registra as parcelas no financeiro, com vencimento, e acompanha a inadimplência.

Teste o NOUS Legal grátis por 7 dias →

Outras ferramentas e leituras